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ESPECIAL A HISTORIA DA WILLIAMS - PARTE 2

Anos 80-90 e a era de glórias


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A Williams tornar-se-ia uma equipe campeã logo no primeiro ano da década de 80 com Alan Jones. Em 1982, o finlandês Keke Rosberg repetiria o feito. A equipe de Grove adquirira um respeito que a acompanharia até os dias atuais.


Durante a temporada de 1986, uma tragédia atinge toda a família. Frank sofreria um grave acidente de carro que quase tirara sua vida, mas o tornara tetraplégico. Naquela temporada, a equipe inglesa perderia o título de pilotos por causa das disputas acirradas entre Nelson Piquet e Nigel Mansell, que roda a roda, disputavam dentro da mesma equipe uma posição de vantagem e, com isso, deram brecha para Allan Prost e sua McLaren vencerem o campeonato. Para Claire Williams, a ausência de Frank nos boxes da equipe potencializou essa rivalidade. Head era ótimo engenheiro, mas não era um grande gestor de pessoas (qualidade ímpar de Williams).

Ainda sobre o acidente, uma imagem histórica na F1 aconteceria após a dobradinha conquistada no GP da Grã Bretanha (denovo Silverstone marcando a vida da Williams!) onde Ginny subiu ao pódio para receber o troféu da equipe vencedora. A primeira vez em que uma mulher subiria ao pódio de uma F1 100% masculina dos anos 80. A Williams quebraria um importante paradigma no esporte.

Uma vez superados os efeitos do acidente, Frank Williams voltaria ao comando da equipe. Mesmo com capacidades físicas limitadas, sua mentalidade continuaria a de um vencedor e sua capacidade de tomar decisões nunca foi afetada pelas condições impostas pelo acidente. Fato esse que se comprovou no título de 1987 que sagrou Nelson Piquet como tricampeão do mundo. Único título de um brasileiro pela equipe, mas que reforçou a preferência de Frank por pilotos brasileiros e sul-americanos, mesmo que o velho Nelsão não admita e diga que a equipe inglesa tivesse preferências por seu rival. Fato que posso demonstrar ao longo deste texto.


Cinco anos se passaram e na minha visão, em 1992, a maior evolução tecnológica percebida em um carro de corrida entre uma temporada e outra foi vista. A McLaren de Senna venceria somente 3 corridas contra 9 vitórias de Mansell e sua Williams.


Basicamente, era só entrar no carro e acelerar com toda a força que os sistemas eletrônicos fariam o resto. Era o “carro de outro mundo”, segundo palavras do eterno Ayrton Senna.

Os anos de 1992 (título de Mansell) e 1993 (título de Prost) foram determinantes para que o nosso maior ídolo do esporte se oferecesse para dirigir de graça para a Williams, até conseguir um assento naquele sonhado carro em 1994. Senna acreditava que conquistaria pelo menos dois títulos mundiais na equipe de Grove e igualaria Juan Manuel Fangio. O carro tinha muitos problemas no começo do ano com a mudança no regulamento e a proibição de diversos itens eletrônicos que tornou o “carro de outro mundo” um carro normal de F1.


Em Ímola (1994), uma história já conhecida pelos brasileiros, que ceifou um dos maiores nomes da História do Esporte Mundial, trouxe um calvário que Frank Williams, Patrick Head e Adrian Newey (projetista da Williams até 1996) com a justiça italiana na busca pelo “culpado” do acidente na curva Tamburelo. Em 2007, Patrick Head seria declarado culpado por homicídio culposo (Motivo: imperícia na solda da barra da direção do carro de Senna), mas não seria preso por uma prescrição do crime. Poderíamos escrever um longo texto sobre este dia e sobre os desdobramentos com a justiça italiana, mas para mim, posso dizer com tranquilidade, que faz pouco sentido que a equipe tenha feito algo para tirar a vida de seu principal piloto e esperança de títulos e glórias. Corrida de carros é um esporte que envolve riscos, e infelizmente, correr estes riscos cobra seus preços.


Depois da tragédia de 1994 e o bicampeonato de uma, até então, jovem revelação e talento do automobilismo Michael Schumacher, com sua insuspeita Benetton, a Williams caminharia para seus últimos dois títulos mundiais de pilotos em 1996 com Damon Hill e em 1997 com Jacques Villeneuve, ambos com pouco talento, mas com um carro genial disputando contra uma Ferrari emergente nas mãos do fenomenal Schumacher. Em 1997, foi o último ano em que este lendário time venceu o campeonato de pilotos e o campeonato de construtores (1980, 81, 86, 87, 92, 93, 94, 96 e 97).

Frank Williams receberia o título de Cavaleiro do Império Britânico em 1999 por sua majestade, a rainha Elizabeth II (ele já havia recebido o título de Comandante da Ordem do Império em 1986). Um agora “Sir” Frank Williams teria chegado ao auge de sua carreira na Fórmula 1.


Anos 2000-2009 do apogeu ao ostracismo


A Williams passaria um período complicado nas temporadas de 1998 e 1999 até que uma parceria técnica com a BMW, reposicionaria a equipe no topo do pódio. Apostando na dupla Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya, Frank viria sua equipe disputar e perder o título de pilotos em 2003 na penúltima corrida do ano em Indianápolis (GP dos Estados Unidos), onde Montoya (Williams), Schumacher (Ferrari) e Raikkonen (McLaren) chegariam com apenas dois pontos de diferença entre líder e terceiro colocado. No entanto, uma péssima corrida e um magro sexto lugar naquele GP tiraria da Williams a chance de seu oitavo título de pilotos.

Durante aquela década, uma briga entre Frank e a BMW tornaria insustentável a continuidade da parceria que finalizaria em 2005. Durante a parceria Williams/BMW, o brasileiro Antonio Pizzonia ganhou algumas oportunidades no cockpit, e por vezes, tivemos mais um piloto brasileiro vestindo o macacão azul.


No entanto, na segunda metade da década, a Williams se acostumou a ser uma equipe largando no meio do pelotão e brigando por pódios esporádicos. Uma situação, até certo ponto, confortável para a manutenção da equipe no grid, mas muito abaixo do que sua história merecia.


Não perca a parte 3...o final da última garagista.

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