• Estante Do Esporte

ESPECIAL A HISTÓRIA DA WILLIAMS - PARTE 1

O COMEÇO DE UMA PAIXÃO


O último time concebido, mantido e gerido por um “garagista” ainda em atividade foi vendido para um grupo de investidores. Sim! Esta era a Fórmula 1 entre os anos 60 e primeira metade dos anos 80. Quem quisesse ter um carro no grid poderia montá-lo em uma oficina e alinhá-lo em um Grande Prêmio. Para os mais jovens que visitarem uma fábrica de uma equipe de F1 com limpeza extrema, computadores de última geração, equipes de engenharia dedicados para cada peça do carro, fica difícil conceber que um dia, a maior categoria do automobilismo mundial foi composta por homens destemidos que apostavam suas vidas e seu patrimônio em um esporte que cheirava óleo queimado. Foi assim que conhecemos a história da lendária Lotus de Colin Chapman, também foi Jack Brabham (ídolo de Nelson Piquet por ser o único homem à construir e dirigir o próprio carro e com ele ser campeão mundial), ou então, com Bruce McLaren (hoje somente o sobrenome e a história deste grande homem subsistem no grid de largada) e, diante de tantos outros que me fogem à memória neste momento, o último Grande Garagista, sir Frank Williams.


Apesar de Frank estar oficialmente afastado da equipe desde o fim da temporada de 2012, ele ainda fazia parte do dia-a-dia da equipe na fábrica e, no papel, nunca foi removido do cargo de Chairman. Uma história incrível neste esporte, que foi relatada na biografia da senhora Virgina (Ginny) Williams (esposa de Frank e mãe de Claire) na autobiografia “A Different Kind of Life” e também pelo documentário “Williams” (me reportarei a ele algumas vezes e também uma menção especial na última parte deste longo texto). Num breve artigo para este site, ficará difícil falar sobre tanta riqueza histórica que esta equipe, sediada na cidade inglesa de Grove representa, mas vamos tentar fazer uma breve retrospectiva desta jornada e contar um pouco da experiência pessoal que tive com a família Williams e que me faz, até hoje, ser a minha equipe favorita do grid.


Anos 60-70, Frank leva chapéu do sócio e ressurge das cinzas!


Frank Williams inicia sua jornada na F1 na década de 60. Seus carros não tiveram muito sucesso e muitos pilotos faziam chacota com o fato de correr por um carro com o nome Williams. Fazendo alusão aos nossos tempos, pense no carro da Hispania (2010-2012) que não era só lento, era um carro de Fórmula 2 correndo na Fórmula 1.

Com pouco dinheiro, dívidas e sem ter para onde recorrer, Frank procura um sócio e fecha uma parceria com o milionário canadense Walter Wolf em 1976. Ao fim desta temporada, Wolf decide remover Frank da liderança da equipe, mudando o nome do time Williams Racing Cars para Walter Wolf Racing.

De forma indireta, a relação entre Frank Williams e o Brasil começaria em 1980, pois essa Walter Wolf Racing seria comprada pela família Fittipaldi e seria transformada na única equipe brasileira a disputar a F1, a Copersucar.


Chutado do time que criara, Frank Williams, decide recomeçar tudo outra vez. Em 1977, iniciaria a trajetória da nova Williams Racing. Mas, foi em 1978 que um tal de Patrick Head assinaria com a equipe e começaria a desenhar carros realmente competitivos (Head é tido como grande parceiro de Frank e responsável pelos carros mais icônicos que se seguiriam até os anos 90). Nesta mesma temporada, a equipe marcaria seus primeiros pontos no terceiro GP do ano, na África do Sul, com um quarto lugar do australiano Alan Jones.


Em 1979, o já experiente Clay Regazzoni venceria o primeiro Grande Prêmio da história da equipe em Silverstone (o lendário circuito parece amar Frank Williams).


Não perca a parte 2...to be continued

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