• Renan Correa Leandro

VAMOS REVER AS NORMAS ?

A COVID e a ignorância foram os assuntos do fim de semana


Em outro texto falamos sobre futebol (veja o resumo da rodada), agora falaremos da ignorância.


Nada de anormal o Joinville se queixar de estar com 12 jogadores com COVID no sábado de véspera do jogo (7 membros da Comissão Técnica também deram positivo no teste) e pedir o seu adiamento. Também considero que o regulamento determinava que até aquele momento o Tricolor deveria entrar em campo. Todos estavam justificados. Federação cumpria o regulamento e o JEC entraria em campo como um time desobrigado a vencer em virtude dos problemas com o vírus.

Até aqui, todos estavam em seu direito de pleitear ou falar o que quer que fosse. No entanto, numa sábia decisão que não está na letra do regulamento, a diretoria do Joinville decidiu testar novamente os seus atletas e como resultado mais 10 atletas testaram positivo, ou seja, o Joinville precisaria entrar em campo com 7 jogadores. O regulamento prevê que os testes 48 horas antes do confronto é que valeriam para confirmar ou desmarcar o jogo.


Óbvio que após tal medida, manter o jogo seria vergonhoso e um verdadeiro tapa na cara da sociedade e da torcida joinvillense. Lembrando que na abertura do campeonato, o time do Norte já havia perdido quatro atletas por COVID e, mesmo assim, entrou em campo.


Mas, a ignorância de certos setores da imprensa forçando uma situação para que o Joinville entrasse em campo foi mais vergonhoso ainda! Se a Diretoria jequiana não houvesse testado seus atletas, com toda a certeza os jogadores do Marcílio Dias, imprensa, árbitros poderiam ter contato com pelo menos um dos 10 jogadores infectados. E como ficaria a saúde deles? Os ignorantes que mal representam a grande imprensa esportiva catarinense e os palpiteiros do Twitter que respondam!


A ignorância reinou neste fim de semana nas redes sociais, mas sensatamente, após um pedido do Prefeito de Joinville, o Federação Catarinense adiou a partida. Para concluir, também é necessário dizer que o Marcílio Dias (que não tem nada a ver com a história) está no seu direito de solicitar o reembolso dos custos de deslocamento, afinal, são mais de 20 mil reais de gastos numa época em que os clubes sem nenhum público precisam tirar o máximo de cada centavo gasto.


E o protocolo do Catarinense? Acredito que nesta segunda-feira a Federação precisará anunciar mudanças e aprimoramento neste protocolo que mostrou uma grave fragilidade. Se mantido, ficará provado que o futebol profissional em Santa Catarina poderá se tornar um caso problemático para a saúde pública no Estado.


E sobre os ignorantes? Só posso lamentar pois isso não tem protocolo que dê jeito!


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