• Vranlei Correa

GUIA DO PARAZÃO 2021


Hoje foi o dia que a bola volta a rolar na terra do açaí. A temporada 2021 marcará a 109ª edição da principal divisão de futebol do Pará e contará com 12 equipes, já que não houve rebaixamento na edição passada por conta da pandemia de covid-19.


Tradicional palco da decisão, o estádio Olímpico do Pará (Mangueirão) passará por uma reforma estrutural completa, e ficará fechado por cerca de 18 meses. Sua capacidade passará de 35 mil para cerca de 53.645 pessoas ao fim da reforma.


O QUE ESPERAR DAS EQUIPES?

GRUPO A

Bragantino: O Tubarão do Caeté busca superar o desempenho da temporada passada e retornar para as competições nacionais. Com o 5º lugar no último campeonato, o clube não conseguiu vaga para a Série D e só terá o Parazão para disputar neste ano. O meia-atacante Watthimen, destaque do Ji-Paraná em 2020, chega para elevar o nível do time.


Gavião Kyikatejê: De volta à primeira divisão após 6 anos, o time indígena espera fazer um campeonato além de suas forças para se manter na elite. Após a perca de dois destaques do acesso, Thárcio e Aleílson, o Gavião contratou o experiente atacante Moisés, que já foi conhecido como “Neymar Paraense”, para liderar o time na luta contra a degola. Um dos ídolos do time, o goleiro Wrias continua sendo o destaque da equipe.


Itupiranga: Pelo segundo ano consecutivo, o caçula da competição estará presente na primeira divisão estadual. Para evitar a degola, a diretoria do Crocodilo buscou reforços pontuais para fechar o elenco e tentar superar a campanha passada (7º lugar). Dentre as contratações, destacam-se o goleiro Labilá, de 37 anos, e o zagueiro Charles, de 38 anos.


Paysandu: O Papão da Curuzu espera repetir o mesmo desempenho da temporada passada, na qual conquistaram a Taça Estrela do Norte em cima de seu maior rival, o Clube do Remo. Mas, com a não conquista do acesso à Série B do Brasileirão e a queda precoce na Copa Verde, a diretoria decidiu reformular o elenco, dispensando alguns jogadores e contratando outros tantos. O atacante Nicolas, artilheiro da última edição e conhecido como “Cavani da Amazônia”, segue como destaque da equipe.


GRUPO B

Carajás: Último colocado na edição de 2020, teve o seu rebaixamento salvo por conta da paralisação do futebol. E para evitar o mesmo desempenho, o Pica-Pau da Ilha de Outeiro apostará na mescla entre jogadores da base e atletas experientes. Lucas Geovane, volante revelado pelo Paysandu, é o destaque da equipe.


Remo: A temporada 2020 foi de frustração para a torcida azulina. Apesar do clube atingir o principal objetivo da temporada, o acesso à Série B do Brasileirão, o Remo amargurou três vice-campeonatos (Parazão, Brasileiro Série C e Copa Verde), com cada perda tendo sua dose de drama. Para a temporada 2021, o clube espera brigar pelos títulos que lhe escaparam, principalmente o estadual, que perdeu para o seu rival Paysandu. Dentre idas e vindas, destaque para as saídas de Felipe Gedoz, Eduardo Ramos e Salatiel, que não renovaram os seus vínculos com o clube. O goleiro Vinícius segue como destaque da equipe.


Tapajós: O Boto da Amazônia não quer dar sopa ao azar, após campanhas ruins nas temporadas anteriores. Para isso, o clube trouxe o zagueiro Derlan, de 30 anos, um dos destaques do Manaus na Série D em 2019. Com investimentos modestos por parte da diretoria, a torcida espera que a equipe volte aos trilhos e brigue pela permanência na elite paraense.


Tuna Luso: A Águia Guerreira está de volta à elite estadual após 8 anos. E para não fazer feio, a diretoria renovou com a maioria dos destaques do acesso e não mediu esforços para contratar o badalado meia-atacante Eduardo Ramos, destaque do Remo na Série C 2020. Com ER10 comandando o setor de criação, a Tuna espera brigar por uma vaga à Série D e, por que não, pelo título paraense, no qual não conquista desde 1988.


GRUPO C

Águia de Marabá: A temporada de 2020 foi melancólica para o Azulão. Com um péssimo desempenho, a equipe flertou com a zona de rebaixamento, e quase o namoro se concretizou. Mas, acordou a tempo e conseguiu se safar. Nesta temporada, a equipe espera não ser uma mera coadjuvante na competição, e busca alcançar pelo menos à semifinal, para poder voltar às competições nacionais. Danilo Galvão, filho do longevo técnico João Galvão (desde 2007 no cargo), é um dos destaques do time.


Castanhal: A temporada 2020 foi especial para o Japiim da Estrada; com o 3º lugar no Parazão, a equipe conquistou vaga para a Série D de 2021. Nesta temporada, o time ambiciona brigar pelo título estadual e conquistar a vaga para a Série C nacional. Para isso, a diretoria investiu pesado e garimpou destaques dos rivais locais. Vice artilheiro do campeonato com 8 gols, o atacante Pecel segue como destaque da equipe.


Independente: O ano de 2020 não foi nada amistoso com a torcida do Independente. A queda de desempenho da equipe, junto com a 8º colocação no campeonato estadual e o 5º lugar no grupo A1 da Série D, fizeram o Galo Elétrico ficar de fora das competições nacionais neste ano. Para voltar a ter calendário cheio na próxima temporada, o clube manteve a base e buscou o experiente volante Dudu, que estava no Hercílio Luz. Artilheiro da equipe na temporada passada, Danrlei é o destaque do time.


Paragominas: Após uma campanha sensacional na temporada passada, o Jacaré busca ir além neste ano. O 4º lugar no estadual rendeu a tão esperada classificação para a Série D, e certeza de calendário cheio. Para não fazer feio nesta temporada, a diretoria foi atrás dos atacantes Aleílson e Marcos Aurélio, além do volante Paulo Tárcio, para incorporar o elenco.


ONDE ASSISTIR

Detentora dos direitos de transmissão desde 2009, a TV Cultura não poupou esforços para manter o campeonato sob sua tutela. Nesta temporada, a emissora anunciou que utilizará, pela primeira vez, uma tecnologia que possibilita a exibição do jogo com interatividade dos torcedores e informações. Cada jogo contará com cerca de 11 câmeras, incluindo drones, para levar ao torcedor paraense todos os detalhes por vários ângulos.


Outra novidade é o convênio estabelecido com o Grupo Meio Norte de Comunicação, que tem presença em seis estados da região norte e nordeste do país, visando fortalecer ainda mais o futebol paraense.


REGULAMENTO

Na primeira fase, os 12 clubes são divididos em três grupos de quatro (A, B e C); as equipes de uma chave enfrentam os rivais das outras chaves em turno único, no sistema de pontos corridos. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam às quartas de final, assim como os dois melhores terceiros colocados. Os dois piores últimos colocados na classificação geral serão rebaixados. Critérios de desempate na primeira fase: 1- mais vitórias; 2- melhor saldo de gols; 3- gols pró; 4- menos cartões vermelhos; 5- menos cartões amarelos; 6- sorteio. Quartas de final, Semifinal e Final serão disputadas em sistema mata-mata, em jogos de ida e volta. Critérios de desempate: 1- melhor saldo de gols; 2- disputa de pênaltis. Campeão, vice e terceiro colocados garantem vaga na Copa do Brasil 2022. As duas equipes de melhor campanha ganham vaga na Série D de 2022.

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