• Bruno Corazza

O extenso calendário da F1

Bom fã de Fórmula, mal acaba de curtir um GP nas telas da TV, já pensa ansiosamente pelo próximo. E o que temos visto após a virada do século é que esta espera está cada vez menor devido o aumento crescente da quantidade de corridas por temporada.

Num mercado cada vez mais global, a F1 deixa cada vez mais explicitamente que é um negócio. E qual esporte hoje em dia não é? Dinheiro, empréstimos, Investimentos, fundos, cotas, teto e piso de gastos, entre outras tantas palavras do meio financeiro são cada vez mais recorrentes em todo esporte. Afinal, é inegável a necessidade de recursos para manter e desenvolver uma categoria esportiva.


A Fórmula 1 não é diferente. Um esporte que percorre o mundo ao longo de uma temporada tem potencial de realizar o seu evento em cerca de 200 mercados diferente, ou seja, 200 países que podem ter interesse em sediar um GP. É um negócio muito atrativo que todas as partes saem ganhando, aquecendo a economia local, patrocinadores ganhando destaques, a política do país se fortalece pela capacidade de trazer um evento mundial, a marca F1 se consolida, e dezenas de outros benefícios.


Mas até que ponto isso é bom para os astros, ou seja, para os pilotos, equipes e demais pessoas envolvidas que tem que estar plenamente ativas em cada etapa que a F1 chega para disputar um GP?

Em 2021 chegaremos ao ponto de termos 12 provas em menos de apenas 4 meses, incluindo 3 rodadas triplas, ou seja, por três vezes acontecerão três finais de semanas consecutivos de GPs dentro de 11 semanas.

A F1 precisa ter um olhar de se preocupar também com as pessoas que não estão nos holofotes, como engenheiros e mecânicos e demais profissionais que trabalham antes, durante e depois dos GPs.


Até que ponto isso será bom para a audiência (veja aqui uma matéria sobre o assunto) e público da Fórmula 1? Corridas a todo instante acaba tirando um pouco da expectativa e ansiedade por um próximo GP que aconteceria em média a cada 2 ou 3 semanas. Agora a periodicidade está a cada 1-2 semanas.

Ter um leque de opções de países com condições e interesse em sediar um GP é ótimo, o que se pode levantar a ideia de haver um revezamento de alguns deles, fato que já se é opinado dentro do circo.


Reduzir a quantidade de corridas não apenas reduziria a pressão sobre as equipes, mas também aumenta a valorização dos eventos, tanto para o país que sedia, quando para o público que não cairá numa rotina de corrida toda semana, mas manterá viva a paixão pela espera do próximo GP.

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