• Vranlei Correia Junior

NA PÁSCOA, QUEM LEVOU O CHOCOLATE FOI O PAPÃO

No 760° encontro entre as equipes, o Leão leva a melhor no primeiro Re-Pa da temporada.


O domingo de Páscoa começou bastante chuvoso na capital paraense. Depois de uma longa pausa, causada por decretos estaduais e lockdowns, a volta do Campeonato Paraense reservou um jogo pra lá de especial: o maior clássico da região Norte, o famoso Re-Pa.


Quis o destino que o primeiro clássico de 2021 fosse disputado em uma data tão especial como a Páscoa. Buscando o renascimento no cenário nacional, as equipes atualmente encontram-se em situações bem distintas entre si, e usam o Campeonato Paraense para testar as suas forças para a temporada que terão pela frente.


Neste cenário, adentramos ao Re-Pa de número 760, disputado na manhã deste domingo (4). O Remo veio ao confronto buscando manter o 100% de aproveitamento na competição e moldando o elenco que vai disputar o Campeonato Brasileiro da Série B. Já o Paysandu veio com fome de bola, após uma temporada decepcionante, e quer manter o domínio da taça estadual, além de moldar o elenco para a disputa da Série C do Brasileirão.


PRIMEIRO TEMPO

O jogo começou eletrizante, do jeito que o torcedor gosta. Como chovia muito, a bola mal rolava no campo, que contava com muitas poças de água. Mesmo assim, sem problemas para a equipe azulina. Aos 4 minutos,

Dioguinho recebeu um cruzamento rasteiro, girou e com um chute bem esquisito, fez o primeiro gol do jogo. Mas não deu nem para comemorar, já que Nicolas, aproveitando bate-rebate da defesa visitante, bateu na saída do goleiro Vinícius, deixando tudo igual.


Mesmo com o campo bem castigado, as oportunidades seguiam aparecendo, e o Leão logo tratou de aproveitá-las. Contando com a colaboração do goleiro de Victor Souza, os visitantes ficaram novamente na frente do placar e, pouco tempo depois, ampliaram com Lucas Siqueira. Foram 4 gols em menos de 20 minutos de jogo. Com o placar tão favorável, o Remo logo tratou de administrar o placar.


SEGUNDO TEMPO

O Papão da Curuzu voltou do intervalo disposto a iniciar uma reação. Logo aos 2 minutos do segundo tempo, um pênalti para lá de polêmico cometido pelo goleiro Remista. Oportunidade perfeita para diminuir o prejuízo no placar, só faltou combinar isso com Marlon. O meia simplesmente isolou a cobrança, e enterrou a chance de uma reviravolta.

O Remo começou a jogar com calma e aproveitar o desespero do rival, que tentava acelerar o jogo, mas se enrolava ora nos próprios erros, ora no gramado que não colaborava. Em cobrança de escanteio, após a sobra de confusão na área, Rafael Jansen soltou a bomba para aumentar a vantagem azulina. Goleada sobre o maior rival que, só não foi maior porque o goleiro Victor Souza salvava os bicolores em diversas oportunidades. Mesmo com placar tão adverso, os donos da casa não se entregavam e, novamente com Nicolas, descontaram. Mas não tiveram forças para mais. Final na Curuzu: Paysandu 2 x 4 Clube do Remo.

CURIOSIDADES SOBRE O RE-PA


- A história da rivalidade entre Azulinos e Bicolores começou no dia 14 junho de 1914. O Paysandu havia sido criado meses antes (Fevereiro), e encarava o Clube do Remo pela primeira vez nesta data, em duelo já válido pelo Campeonato Paraense. A partida foi no campo da empresa Ferreira & Comandita – que posteriormente seria comprada pelo Paysandu e se tornaria a Curuzu, atual casa da equipe. Os Azulinos venceram o duelo por 2 a 1.


- No dia 4 de maio de 2016, o clássico Re-Pa foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Pará, de forma definitiva e oficial faz parte da cultura paraense, ao lado do carimbó e do Círio de Nazaré.


- Curuzu e Baenão tem a segunda menor proximidade entre clubes rivais no mundo todo: apenas 200 metros em linha reta separam os estádios de Paysandu e Remo. Eles perdem apenas para dois clubes na Escócia, que tem os estádios à 100 metros um do outro.


- O maior artilheiro em um só jogo é Jango, do Remo, que marcou 5 gols na goleada azulina por 7 a 2 no Paysandu. Esta foi a terceira maior goleada já registrada no clássico.


- Quarentinha foi o jogador que mais atuou no Re-Pa: foram 135 clássicos disputados em 16 temporadas (1956-1971).

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