• Guilherme Fressato

Todo o Glamour do GP de Mônaco

Olá amigo da Estante e apaixonado do automobilismo, estou aqui com meu traje de gala para falarmos do charmoso GP das ruas do principado de Mônaco.


Nos treinos livres e qualificação, quem veio enchendo os corações de sua apaixonada torcida foi a Ferrari, sempre batalhando com a Red Bull pelo topo das classificações. Por outro lado, se observava um desempenho abaixo do normal da Mercedes. No sábado de classificação, Leclerc corria contra um tabu de jamais ter completado uma corrida em casa. Em meio a muito tráfego a estratégia das equipes eram, como sempre, colocar seus pilotos com a melhor posição de pista possível.


A briga pela pole foi aguardada com ansiedade, a primeira posição garante imensas probabilidades de vitórias em um circuito que não oferece ultrapassagens. Leclerc magistralmente fez uma volta voadora. Nos minutos finais todos queriam lhe bater e o monegasco foi para a pista para melhorar seu tempo e garantir a pole position. Em sua volta rápida, o ferrarista erra, quebra a suspensão e bate seu equipamento no guard rail. Bandeira vermelha, frustração dos rivais por não poderem melhorar e muito trabalho de boxes para arrumar o carro para o domingo.

Mais uma vez Leclerc não termina a corrida em casa. (Foto: Divulgação/F1)

A Ferrari buscou arrumar o carro com expectativa de todo o mundo da F1 até 30 minutos antes do início da prova. Leclerc não sai pro grid, o carro sequer sai da garagem. O primeiro lugar do grid fica vago! Verstappen do lado sujo sem concorrente, Bottas com avanço livre pelo lado limpo. A batalha na largada foi melhor para o holandês que impediu a investida do finlandês e disparou na frente. E como sempre, como em um carrossel milionário, os carros da fórmula 1 deram suas voltas em Monte Carlo. Fim? É claro que não meu caro.


A Mercedes ainda guardava surpresas para todos os guerreiros persistentes que assistiam à corrida. Primeiro, em uma tentativa de undercut – uma estratégia em que um piloto tenta levar vantagem através da parada, tendo voltas melhores com pneus mais novos – sobre Gasly, a equipe deu um grande tiro pela culatra. Hamilton não só voltou atrás de Gasly, como atrás de Vettel também. O britânico passaria o resto da corrida questionando a decisão estratégica com seu engenheiro.

O pit stop inusitado de Bottas. (Foto: Divulgação/F1)

Na volta 30, houve uma cena inusitada: as câmeras estavam preparadas para comparar a parada de Bottas com Verstappen, e foi então que todos observaram surpresos uma porca que não soltava do carro para a troca de pneu. Os mecânicos tentaram usar outra pistola, puxar o pneu com toda a força que pudessem (como se fosse adiantar). Uma porca espanada tirou Bottas da corrida.

Verstappen, Sainz e Norris completam o pódio. (Foto: Divulgação/F1)

Depois das desventuras da Mercedes, a corrida seguiu o tradicional de Mônaco e até o final. Verstappen venceu com sobra, Carlos Sainz em segundo fez os ferraristas voltarem a sonhar, e Lando Norris conquista mais um pódio e faz os torcedores da McLaren vislumbrarem um futuro laranja. Um fato interessante é que essa formação do pódio repete 2011: RBR do vencedor, Ferrari do segundo e McLaren do terceiro.


Combinamos novo encontro em Baku, no Azerbaijão. Todo o calendário e informações sobre a F1, horários e datas você vê na sua agenda preferida da Estante do Esporte.



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